quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PARTE II - Jornalistas de Treinamento da Folha dão dicas para impulsionar carreira

Língua estrangeira
Apesar de o inglês ser uma língua primordial para os jornalistas, uma pesquisa do Comunique-se, feita em 2007, mostrou que 88% dos jornalistas dominavam apenas o português. Os outros 12% estavam divididos em 5% que falam inglês, 2% espanhol, 1% francês e 1% outros idiomas. Apenas 3% dos jornalistas que responderam o questionário falavam mais de duas línguas estrangeiras. Uma nova edição da pesquisa deve ser feita nos próximos meses.
“Se você está selecionando alguém pra trabalhar na editoria de internacional, obviamente que é imprescindível você dominar o inglês e de preferência outro idioma. Mas se é pra uma vaga de repórter de polícia, provavelmente se você tiver um inglês intermediário, básico, o editor vai pedir que estude mais, porque hoje é impossível trabalhar sem o inglês, mas não vai ser um fator impeditivo. São muitos quesitos que você avalia de uma forma subjetiva, não é objetivamente. Por exemplo, se a pessoa não domina o inglês, mas ela é muito boa em outras coisas, essas coisas qualificações pesam também”, explica Ana Estela.

Cristina lembra que no processo de Seleção da Folha também participam candidatos que ainda não possuem o inglês fluente. “Pra vaga de trainee tinha pelo menos 10 que não dominavam o inglês, mas tinham outras qualidades muito boas”, ressalta.

Mudança de área
A mudança de assessoria para Redação é a mais difícil, mas é possível desde que o jornalista saiba destacar seus pontos fortes. “Quanto mais tempo a pessoa estiver trabalhado em assessoria e for deixando de ter experiência em redação, mas difícil é. Não é impossível".
Ana Estela lembra que o assessor deve saber que o estilo de texto na Redação muda muito, já que é mais crítico. "Ontem mesmo eu estava conversando com um repórter que estava cobrindo férias na editoria Cotidiano, que trabalhava numa assessoria de imprensa de uma Secretaria de Governo do Estado de SP. Na entrevista a gente questionou sobre isso, dizendo que ele teria que fazer reportagens críticas, inclusive a respeito da área que trabalhava. Porque essa é a principal preocupação, se a pessoa é capaz de fazer um jornalismo crítico, independente”, diz.

No caso contrário, de um profissional de Redação ir para assessoria, a jornalista acredita que o caminho é mais fácil. “As assessorias valorizam essa experiência”, conclui.

Fonte: Comunique-se

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