segunda-feira, 18 de abril de 2011

"Fico honrado em ter causado uma discussão tão valiosa", diz jornalista Rica Perrone

O jornalista Rica Perrone, acusado de ter sido preconceituoso em um texto sobre homofobia no esporte, se pronunciou por meio de seu blog, na ultima sexta-feira (15), em que reitera seu ponto de vista e se diz "honrado" por ter dado início a "uma discussão tão valiosa".

Com o texto "Hipocrisia tem limite", Perrone gerou protestos de ONGs do seguimento homossexual e de milhares de simpatizantes da causa, o que levou o assunto a ser um dos mais comentados no Twitter, na última quinta-feira (14), chegando aos Trending Topics da página. Entre ofensas e elogios de internautas divididos, até mesmo o patrocinador do blog do jornalista foi questionado.

"Não mudo o que escrevi ontem, é o que penso, estou no meu direito, NÃO fui homofóbico, não sou, e a enorme maioria está comigo pelo que li por aí", escreveu o jornalista em sua resposta.

No novo texto, o jornalista pontua as razões pelas quais não pode ser classificado como um militante da homofobia, entre elas, a admiração por artistas reconhecidos como homossexuais e sua participação em eventos promovidos por este público.

"Eu nunca disse uma vírgula contra gays, até porque...Tenho um na família; todo ano vou ao carnaval do Rio, espetáculo feito por maioria gay (carnavalescos); gastei 200 reais ha exatos 7 dias para ver um gay cantar (Maria Gadu) e a aplaudi em pé; já fui a muitos shows, e não paguei barato, onde o artista é gay".

Perrone reclamou, no entanto, do direito de gostar ou não de determinado seguimento de pessoas, mas defende a noção de respeito pela escolha. "Não gosto, porém, de alguns tipos de pessoas. Como você também não, afinal, cada um vive num meio e tem seu modo de ser. Estar perto delas e não destratá-los, porem me afastar é o que chamo de "tolerância". Eu tolero, mas não preciso gostar. E isso não diz respeito a opção sexual, mas sim a forma de mostrar isso.

"Se tolero e respeito, me considero um bom cidadão. Se para isso, no entanto, eu precise deixar de ter uma opinião, não serei jamais um bom cidadão moderno", acrescentou.

O jornalista aponta no texto, ainda, que ficou surpreso com a reação tardia da comunidade gay contra seus comentários. Os protestos, segundo ele, foram "orquestrados" por algumas ONGs, fato que ele já havia previsto até mesmo em seu texto original, gerador da polêmica.

Por fim, Perrone indica o dualismo de sentir-se lisonjeado por ter iniciado um debate valioso e também envergonhado com a "intolerância e falta de respeito" de alguns internautas.

"Honrado eu fico em ter causado uma discussão tão valiosa. Porém, envergonhado de ver tanta intolerância e falta de respeito partindo de meia dúzia de pessoas com influência virtual pra distorcer as coisas ao seu favor", finalizou.

Na quinta, em entrevista ao Portal IMPRENSA, Perrone contou que, diante da repercussão do caso, leu e releu o texto várias vezes; buscou opinião de amigos sobre e, mesmo assim, não conseguiu localizar a homofobia da qual foi acusado.

"Abri o texto. Li, reli, mandei para amigos e me questionei sobre o texto e pensei: Não é possível, eu não estou ofendendo ninguém...", disse.

Fonte: Portal Imprensa
Temos como intuito postar notícias relevantes que foram divulgadas pela mídia e são de interesse do curso abordado neste blog. E por isso esta matéria foi retirada na íntegra da fonte acima citada, portanto, pertencem a ela todos os créditos autorais.

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