segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Acadêmico ou Redação. Qual é o perfil ideal para ensinar jornalismo?

Nesta última sexta-feira (15/10) foi comemorado o Dia do Professor e alguns jornalistas que atuam na área, seja editor, repórter ou apresentador também podem comemorar esta data, porque além de ter a experiência prática da carreira, eles ajudam a formar novos jornalistas, ao lecionar em universidades. De acordo com eles, mesmo sem a obrigatoriedade do diploma, o fato de alguns professores deixarem a vivência em Redação, prejudica o aprendizado dos alunos que têm o desejo de atuar nos veículos.

O professor de pós-graduação do curso de Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte, na FMU, Rodrigo Viana, apresentador de esportes da TV Brasil e responsável pelo blog Futebol e Verbo, admite que muitas coisas precisam mudar na forma como o curso de Jornalismo é dado nas faculdades. Para ele, uma das modificações a serem feitas é a melhoria na infraestrutura que é disponibilizada pelas instituições de ensino.

Mesclar é o melhor dos mundos
O jornalista defende a mescla de profissionais acadêmicos e de mercado como a melhor forma para os alunos aprenderem. “Acho muito importante a prática, mas penso que se exigirmos apenas a prática, um curso técnico daria conta. Insisto na tese de que falta formação humanística aos alunos e, por consequência aos professores”, diz Viana ao reclamar que muitos professores de Jornalismo não são jornalistas, mas que na visão dele, esse não é o maior problema.

Francisco Aiello, comentarista esportivo da Rádio Brasil e professor na Facha e Estácio, concorda com Viana na parte em que o ideal é mesclar aulas práticas, com professores que tenham vivência em redação com o conteúdo teórico de um curso de Jornalismo, de preferência sendo ministrado por mestres e doutores.  Porém, o jornalista afirma que um repórter, “o cara de Redação”, tem que gostar de dar aula, não pode ser "jogado" em uma sala de aula sem gostar do que faz.

Ele também afirma que um curso de Jornalismo com aulas práticas, dadas por doutores ou mestres que “nunca pisaram em uma Redação”, pode prejudicar o desempenho e a formação dos estudantes de comunicação. “O ideal mesmo é que toda aula pratica fosse lecionada por profissionais que tenham experiência na área, que tenham maior contato com a realidade que os estudantes vão enfrentar quando se formar. Professores que trabalham em Redação podem até comentar sobre os problemas a serem enfrentados no início da carreira”, conclui.

Por Anderson Scardoelli, retirado do site Comunique-se.

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1 comentários:

orestemelo disse...

A praxis, teoria e prática, Ensino e aprendizagem; tais questões são de suma importancia em um ambiente de ensino. Causa-me preocupação achar que o ser HUMANO, profissional prático, tenha que fazer um curso de HUMANIZAÇÃO e que um teorico tenha que possuir vivências práticas para poder ensinar. Isso é importante!? O foco para uma boa aprendizagem deve ser o aluno e cada professor deve potencializá-lo.

18 de outubro de 2010 15:15

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